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Tempestade...

Naquela divisão, deitou-se cerrou os olhos para não assistir ao desfile de ausências e das imagens que teimavam em embalar o seu sono. Nessa divisão às escuras, o silêncio deitou-se na cama ao seu lado e aconchegado no seu peito, sussurrou-lhe que todas as horas eram iguais e que de todas as noites, esta era apenas mais uma. Mais uma noite igual a tantas outras.
Ao seu lado a janela e o som da chuva nas vidraças como que a marcar os passos que queria ouvir. A chuva que em suaves murmúrios começou por anunciar a sua chegada. A respiração ofegante, o silêncio incauto e a chuva lá fora. Como se o mundo dos seus afectos pudesse ser menos árido para lá do vidro.
A mesma sucessão de pensamentos e de recordações em vagas múltiplas como os pingos de chuva que se desfaziam no vidro lá fora em intensidade crescente. O prenúncio da tempestade de emoções ainda por vir.
O desassossego, a inquietude e bátegas violentas. A tempestade lá fora e no interior também.O ribombar dos trovões e a raiva acumulada. Chuva, mais chuva ainda e o vento que abriu a janela de par em par. A grande tempestade acabou de começar.

Meu querido Walter, acabas de descrever muitas das noites que já tive. Embora, depois de toda e qualquer tempestade, vem a bonança, de qualquer forma. Nem sempre da cor que pensamos, mas vem.

Beijos doces cristalizados!

Há tempestades que provocam enxurradas dentro de nós, e nos carrega feito tronco de árvores pela correnteza afora...

Muito sentimento derramado por aqui... UMA TEMPESTADE DE SENTIMENTOS, EU DIRIA...

Beijos

É impossível resistir a adorar vir aqui. Cada surpresa um sorriso e, volta e meia, uma lágrima...



Stay Well

funeral decorreu de uma forma discreta... afinal havia que esconder a vergonha de todos nós..
Abraço!!
Paulo

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