Soalho...
O soalho está tão gasto. Gastaram-no o tempo e os passos dados. A cera das velas negligenciadas e os líquidos derramados nos brindes. Gastaram-no o que foi intencional e o que foi mero acidente.
O soalho está gasto e o que começou como uma mancha isolada, depressa se tornou um colar de contas de sujidade. Está gasto...gastaram-no os grãos de pó acumulados e as pedras diminutas que agarradas aos sapatos se recusaram a ceder ao sacudir do calçado.
O soalho está gasto. Gastaram-no a porta perra sobre o pavimento e os móveis arrastados na penitência de quem não teve cuidado. Está gasto como se de uma cor ao sol se tratasse e que se vai perdendo aos poucos, uma vez que há batalhas que são feitas para perder. Está gasto. Tão gasto que nenhum de nós o consegue reconhecer.
O soalho está gasto e o que começou como uma mancha isolada, depressa se tornou um colar de contas de sujidade. Está gasto...gastaram-no os grãos de pó acumulados e as pedras diminutas que agarradas aos sapatos se recusaram a ceder ao sacudir do calçado.
O soalho está gasto. Gastaram-no a porta perra sobre o pavimento e os móveis arrastados na penitência de quem não teve cuidado. Está gasto como se de uma cor ao sol se tratasse e que se vai perdendo aos poucos, uma vez que há batalhas que são feitas para perder. Está gasto. Tão gasto que nenhum de nós o consegue reconhecer.

No soalho gasto apenas circulam vagarosamente as lembranças dos tons vermelhos do pretérito só nosso...
Abraço
Posted by
Paulo Sempre |
12:30 AM
O que diz o teu sorriso?
:)
Posted by
Eli |
3:45 AM
Walter...
gostei bastante.
Um abraço, Sandra
Posted by
Papoila Sonhadora |
6:00 PM