Foice...
Há muito que o tempo mudou e as sementes foram lançadas à terra. Revolveste-a com cuidado e foste regando. Aguardaste que as sementes germinassem nas nossas planícies. As tuas planícies, nunca as minhas. Eu sempre preferi terrenos inóspitos e socalcos e nestes só as flores e as plantas mais fortes sobrevivem.
A tua seara começou a florescer e tu depositaste grandes esperanças nesta tua plantação. Eu estava do teu lado e junto vimos os caules dobrarem ao sabor do vento. O mesmo vento que nos percorria a cara e que se escondia nos teus cabelos.
A plantação, fiel depositária dos sonhos, não sobreviveu à passagem do tempo e à aridez dos afectos. As tuas searas foram definhando à merdê da escassez da rega e eu fui a foice na seara dos teus sonhos. A lâmina que decepou todas as tuas hastes e sementes.
Na tua planície surgiram papoilas em vez de searas de trigo. Ondulantes e imperiais. Uma a uma foram despontando entre as searas e quando estas foram ceifadas, apenas as papoilas ficaram. As flores silvestres que não necessitam de cuidados.
A tua seara começou a florescer e tu depositaste grandes esperanças nesta tua plantação. Eu estava do teu lado e junto vimos os caules dobrarem ao sabor do vento. O mesmo vento que nos percorria a cara e que se escondia nos teus cabelos.
A plantação, fiel depositária dos sonhos, não sobreviveu à passagem do tempo e à aridez dos afectos. As tuas searas foram definhando à merdê da escassez da rega e eu fui a foice na seara dos teus sonhos. A lâmina que decepou todas as tuas hastes e sementes.
Na tua planície surgiram papoilas em vez de searas de trigo. Ondulantes e imperiais. Uma a uma foram despontando entre as searas e quando estas foram ceifadas, apenas as papoilas ficaram. As flores silvestres que não necessitam de cuidados.
